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Revistas / Boa notícia: será nesta segunda, dia 9, no Parque Lage, o lançamento do edital de revistas culturais do Programa Cultura e Pensamento, do Ministério da Cultura (http://www.culturaepensamento.net.br/). Às 19 horas haverá uma mesa-redonda sobre arte urbana da qual participam o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, além de Fred Coelho, Daniela Labra, Lucas Santtana e eu. O edital - que selecionará quatro projetos editoriais visando a produção de revistas de periodicidade bimestral, a serem distribuídas gratuitamente - estará disponível no dia seguinte ao evento, e as inscrições estarão abertas até 15 de janeiro. O financiamento é da Petrobrás, e a gestão do edital é do editor Sergio Cohn (Azougue).
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De repente chega um email com duas sugestões:
1. acionar o Ministério Publico do Estado do Rio de Janeiro, pelo site www.mp.rj.gov.br (via Ouvidoria).
2. enviar uma mensagem ao prefeito (pelo e-mail eduardopaes@pcrj.rj.gov.br), pedindo que ele vete o projeto do PEU das Vargens.
Faço ambas as coisas. Qualquer um pode fazê-lo também.
Eu sei, não é muito. Mas também não é nada.
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Estou intrigada. Por que será que a presidente da Comissão do Plano Diretor, vereadora Aspásia Camargo, não compareceu a nenhuma das duas votações do PEU das Vargens? Não deveria ser ela a primeira a votar contra um projeto que desrespeita tão gravemente o Plano Diretor e o Estatuto das Cidades?
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Também o PEU das Vargens foi aprovado ontem, em regime de urgência: http://oglobo.globo.com/rio/mat/2009/11/02/camara-de-vereadores-aprova-peu-das-vargens-914575545.asp
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É uma manhã de sol e estou sozinha em casa, pensando que nesse momento o Pier Mauá já pode estar em obras, os CEPACs negociados, o PEU das Vargens aprovado. Tenho vontade de gritar, não sei, fazer qualquer coisa capaz de sustar, por um instante que seja, essa irrealidade cotidiana que ameaça minha cidade. Num ímpeto quiçá juvenil, lanço então meu manifesto solitário pelo Rio. Escrevi-o no plural, imaginando adesões que talvez nunca venham. Ou por milagre virão, e não tarde demais.

MANIFESTO PELO RIO

Nós, arquitetos, urbanistas, cidadãos e amantes do Rio de Janeiro, repudiamos a maneira espúria como essa cidade tem sido tratada pelo poder municipal.

Queremos, sim, que o Rio de Janeiro seja capaz de reverter o enorme processo de degradação que vem sofrendo nos últimos 50 anos. Que a área portuária seja revitalizada, a baía de Guanabara despoluída, o desmatamento da Mata Altântica freado, os problemas de habitação, transporte, lixo e violência urbana equacionados.

Mas queremos também que todo esse processo seja conduzido com transparência, seriedade e senso público, e não de maneira obscura, por meio de projetos feitos às pressas, sem qualquer conexão entre si e à revelia até mesmo do Plano Diretor.

Queremos uma cidade democrática, humana e viva, em que os técnicos e especialistas sejam ouvidos e as demandas da população direta ou indiretamente envolvida possam ser atendidas. Queremos concursos públicos de projetos, abertos a todos, que contribuam para ativar uma discussão pública cada vez mais necessária sobre a cidade. Queremos arquitetura e urbanismo de qualidade.

Ofende-nos a postura da Secretaria de Urbanismo, que em vez de apresentar e discutir suas propostas abertamente, tem se limitado a responder, através de sua assessoria de imprensa, que os esclarecimentos à opinião pública só serão dados após a aprovação dos projetos. Isso é um autoritarismo inaceitável, que fere o estado democrático de direito, desrespeita o Estatuto da Cidade e levanta muitas dúvidas sobre as motivações e interesses aí envolvidos.

A cidade do Rio de Janeiro, que é marcada por tantos exemplares arquitetônicos consagrados internacionalmente, não pode ser condenada agora a engolir projetos apócrifos, altamente questionáveis do ponto de vista de seu impacto ambiental e social e da sua contribuição arquitetônica e urbanística. Se novas perspectivas se abrem, e grandes eventos esportivos como a Copa e as Olimpíadas são uma oportunidade, que eles deixem como legado também a revitalização da arquitetura e do urbanismo carioca, e não uma miséria ainda mais assombrosa do que aquela que já vivemos.

Rio de Janeiro, 30 de outubro de 2009

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Antes do próximo / O incêndio do acervo de Oiticica vai aos poucos se apagando. Já se fala até que não foi tão grave assim. Mas o fogo volta a arder amanhã e depois (dias 3 e 4) num debate que promete reacender o MAM. Reproduzo aqui, em parte, a convocação dos organizadores, Frederico Coelho e Sergio Cohn:


"Outubro de 1968: Rogério Duarte e Hélio Oiticica organizam no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro o encontro batizado de Cultura e Loucura. Na montagem da mesa para o debate sobre os limites entre arte e contra cultura, além dos organizadores, participam Caetano Veloso, Nuno Veloso e Luis Carlos Saldanha. A idéia de Rogério e Hélio era ter também Chacrinha e Glauber Rocha, mas não foi possível. Tempos depois, Antonio Manuel lançaria um curta-metragem com os principais trechos do debate.

Outubro de 2009: o incêndio no acervo do Projeto HO desencadeia no meio das artes visuais uma série de documentos, textos pessoais, emails, cartas abertas, testemunhos e manifestos sobre a questão dos acervos de artistas e instituições. O debate gira maciçamente ao redor das condições de preservação e manutenção, das políticas públicas e privadas de financiamento, da repercussão pública do incêndio em contraponto ao descaso diário em relação a outros acervos importantes que se deterioram em nosso cotidiano. Ao mesmo tempo, passa ao largo das mídias as propostas culturais que se encontravam em gestação em torno do Projeto HO, entre elas redes digitais de artistas e criação de espaços de disponibilização ao público das reservas técnicas dos artistas contemporâneos. (...)

Reivindicando a retomada do MAM-RJ como um espaço não só de exposição de obras, mas principalmente de exposição de ideais, questões, diálogos e conflitos, convocamos a todos (...) para participarem nos dias 3 e 4 de novembro do debate Políticas da Arte – Diálogos da Arte.

Na terça-feira, dia 3, teremos duas mesas – uma na parte da manhã (11:00) e outra na parte da tarde(14:00) – com a participação dos coordenadores do evento (Frederico Coelho e Sergio Cohn) e de representantes de acervos (Cesar Oiticica Filho e João Vergara, com mediação da crítica Daniela Name). Também será lançado nesse dia o projeto Rede Arte Brasil, uma rede digital de artes plásticas organizada pelo Projeto HO, com explicação pública de seus objetivos e metas.

Na quarta-feira, dia 4, a intenção é promover durante a tarde (das 14:00 às 18:00 horas) um balanço das conversas do dia anterior e uma convocatória geral para todos os interessados no debate sobre os temas propostos pelo encontro. Uma assembléia geral em que a participação de todos será fundamental para ampliarmos a capacidade de ressonância do evento. Os artistas e críticos Marcio Botner, Ernesto Neto, Felipe Scovino e o curador do MAM-RJ, Luiz Camillo Osório, conduzirão o debate desse dia.

Políticas da Arte – Diálogos da Arte não é somente um encontro, não é somente um seminário e vai além do velho debate entre os mesmos. É uma convocação do MAM para que todos seus parceiros e colaboradores (seja o público e a sociedade, sejam os artistas e os que se relacionam com as artes) tenham novamente voz ativa na proposição e condução das políticas que atravessam o dia a dia das artes visuais contemporâneas. (...)

A hora é essa. Antes do próximo incêndio. "

Posto 11 / nov 09

01
Estética Central / Até 13 de novembro, a Central do Brasil torna-se um núcleo de produção de curta metragens feitos com celular ou câmera digital. Uma equipe de monitores encontra-se a postos de segunda a sábado, das 8 às 20 horas, no estande do festival "Estética Central", montado dentro da estação para ensinar os recursos básicos para a produção de um vídeo digital, desde a captação até a edição de imagens.

Os melhores filmes serão exibidos em janeiro no site do festival e em projeções no Oi Futuro, Parque Lage e na própria Central do Brasil. Podem participar do festival jovens entre 16 e 24 anos, cadastrados no site (http://www.esteticacentral.com.br/v2/index.php) ou no próprio estande. Os vídeos devem ter entre 15 e 90 segundos e versar sobre a região da Central do Brasil.

Um deles é este, feito pela Cintia.



30
Alguma coisa acontece no Pedregulho, obra-prima do centenário Reidy: http://pedregulhoresidenciaartistica.wordpress.com/2009/10/21/sobre-o-projeto/

(A foto foi colhida da bela galeria de Kymtyr, no flickr).
29
Um minuto de silêncio, por favor. Acaba de ser aprovado na Câmara dos Vereadores o principal projeto de lei do "Porto Maravilha" (PLC 25), que modifica o Plano Diretor e os parâmetros urbanísticos da área portuária e autoriza a Operação Urbana Consorciada.
28
Está aí, agora, o projeto de lei do PEU das Vargens:
http://spl.camara.rj.gov.br/spl/spl_tramit_proj_assunto.jsp?tipo=Lei+Complementar&numero=33&ano=2009
Soube que a segunda votação está prevista para ocorrer ainda hoje, no final do dia.
27
Parece mentira, mas a tramitação na Câmara do PEU das Vargens (Projeto de Lei Complementar 33/2009) está sendo ainda mais meteórica que a do "Porto Maravilha". O projeto foi criado na quinta passada, dia 22, apresentado no dia 23, publicado no Diário Oficial no dia 27 e votado no mesmo dia. A partir daí, deve voltar em segunda discussão após um intervalo de 48 horas. Sim, amanhã. Curiosamente, o texto do projeto de lei não está disponibilizado no Sistema do Processamento Legislativo, onde todas as leis em tramitação na Câmara deveriam encontrar-se acessíveis publicamente.
26
Mais um projeto goela abaixo? Com relação ao projeto de lei complementar que cria um novo PEU das Vargens - alterando vários parâmetros urbanísticos da região - a Secretaria de Urbanismo informou, através de sua assessoria de imprensa, que "os esclarecimentos à opinião pública só serão dados após a aprovação do projeto" (cf O Globo de hoje).
E o Secretário de Urbanismo? Agora nem a O Globo ele atende mais.

25
O jornalista da Folha de S.Paulo me liga no meio da tarde para saber minha posição sobre o projeto para Vargem Grande, votado ontem em sessão extraordinária na Câmara dos Vereadores e publicado hoje n' O Globo. Também só conheço o pouco que saiu no jornal, respondo. E lamento dizê-lo, mas isso tem sido o Rio. São dezenas, centenas de projetos que pipocam a cada dia na imprensa, sem autoria, sem qualquer conexão entre si e sem nenhuma concepção de cidade como fundamento.

Este altera o chamado PEU/Projeto de Estruturação Urbana das Vargens, redefinido os parâmetros urbanísticos de boa parte da Zona Oeste (Vargem Grande, Vargem Pequena, Recreio dos Bandeirantes, Camorim e parte de Jacarepaguá), onde devem ser instaladas a futura sede da CBF, o Museu do Futebol e a Vila Olímpica, entre outros equipamentos ligados à Copa e às Olimpíadas.

Depois de tanta gritaria, parece que alguns vereadores estão mais atentos. Mesmo assim o projeto foi aprovado em primeira discussão, por 36 votos a 8.


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Então, de repente, no meio desse turbilhão, alguém me dá uma boa notícia: a eleição do IAB carioca tem chapa única, composta por um grupo de arquitetos que se mobilizou nos últimos 5 dias com o objetivo de revitalizar a instituição neste momento de tantos embates e tão crucial para a cidade.

A chapa é presidida por Sergio Magalhães (ex-Secretário Municipal de Habitação) e inclui nomes como Flavio Ferreira, Otavio Leonidio, João Pedro Backheuser, Alfredo Britto, Ceça Guimaraes, Pedro da Luz, Fabiana Izaga, Gustavo Martins, Celio Diniz, Pedro Rivera e outros. A votação será no próximo mês. Até eu, que estou afastada do IAB há uns 20 anos, vou votar.
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O boletim de outubro do CEDES/ Centro de Estudos Direito e Sociedade, associado ao IUPERJ, traz um bom relato do debate público sobre a área portuária realizado na PUC na semana passada, junto com um artigo meu e outro de Maria Alice Rezende de Carvalho, professora do Departamento de Sociologia e Política da PUC: http://cedes.iuperj.br/
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Isto é o Secretário de Urbanismo do Rio de Janeiro: http://www.sergiomdias.com.br/
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Virada / Estou acompanhando, a quilômetros de distância, a movimentação em curso pelo lançamento de uma chapa de renovação do IAB carioca. O candidato a presidente é Sergio Magalhães. O clima é tenso, pelo que sei. Mas o apoio é grande. Meu também, como não poderia deixar de ser.

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Foi um final de semana doloroso, em que a euforia olímpica se viu forçada a confrontar-se com o luto coletivo provocado pela violência e pela ignorância. Mas o debate de ontem na PUC deu novo fôlego à discussão sobre a cidade, e de certo modo contribuiu para espantar a depressão que assola o urbanismo carioca, como tem dito Helia Nacif. De novo, um auditório lotado abrigou mais de 4 horas ininterruptas de discussão, encerradas mais por conta do horário do que por falta de ânimo.

Muitas questões foram levantadas: Por que os projetos da área portuária estão sendo votados antes - e à revelia - do Plano Diretor? Por que os arquitetos, e a sociedade civil como um todo, mal tem sido ouvidos? Por que a Prefeitura não apresentou ainda um plano de massas da área portuária? Por que o Rio não é capaz de aprender com os erros e acertos das experiências já realizadas noutras cidades brasileiras, com relação às Operações Urbanas Consorciadas? A localização das Olimpíadas pode ou não ser mudada? O Rio deve aceitar o argumento - supostamente definido pelo COI - de que o projeto aprovado não pode ser alterado, mesmo que em benefício da cidade? O Rio é uma cidade monocêntrica ou policêntrica? Qual o papel de cada um de nós nesse processo?

Só é lamentável que em meio a um público tão amplo (arquitetos, urbanistas, sociólogos, políticos, historiadores, artistas plásticos, professores e estudantes), não houvesse nenhum representante da Secretaria de Urbanismo. Nem do IAB.

Em breve a cobertura do evento estará no site do IUPERJ. E já há um comentário abaixo, da Helia Nacif.
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Vão participar do debate público sobre a revitalização da área portuária amanhã (segunda, dia 19), na PUC, os arquitetos-urbanistas Sergio Magalhães e Nina Rabha, e os vereadores Aspásia Camargo e Eliomar Coelho. Às 15 horas, no auditório do RDC (R. Marquês de S. Vicente, 225).




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Acervo Helio Oiticica, 17 de outubro de 2009





















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Oiticica em chamas / A casa fica na rua Eng. Alfredo Duarte, no alto do Jardim Botânico. Vamos, agora.
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Oiticica incendiado / Grito de dor. Um incêndio ontem à noite destruiu quase toda a obra de Helio Oiticica. "Sinto que fracassei porque minha missão era cuidar da obra dele", disse César Oiticica, irmão do artista plástico, que mantinha o acervo em sua casa no Jardim Botânico e se negava a conceder a guarda ao Centro de Arte Helio Oiticica, criado pela Prefeitura nos anos 90 para abrigar a obra do artista brasileiro.
Segundo a Folha online, o fogo destruiu 90% da obra de Oiticica. As perdas são inestimáveis e incluem documentos, telas, filmes e obras como Bólides e Parangolés.
Não bastou o incêndio do MAM, nos anos 70, para proteger a arte brasileira do fogo e da miséria.
Neste momento, mais do que nunca, vale a pena reler a discussão pública entre Luiz Camillo Osório (atual curador do MAM) e Cesar Oiticica, em 2007: http://www.canalcontemporaneo.art.br/brasa/archives/001502.html

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O debate no IAB ontem lotou o auditório e se estendeu até a meia-noite. Foram quase 5 horas ininterruptas de discussão sobre o Porto, as Olimpíadas etc. Arquitetos e urbanistas questionaram a ausência de concursos públicos, a postura do IAB e sobretudo a maneira fragmentada e desarticulada como a cidade está sendo pensada. Representantes da Prefeitura disseram que o projeto aprovado pelo Comitê Olímpico Internacional não pode ser modificado, e portanto a concentração das instalações na área portuária é inviável. Também foi anunciado para hoje o início das obras do Pier Mauá (pela OAS, empresa vencedora da licitação).
A discussão deve ser ampliada no debate de segunda na PUC, do qual participarão o arquiteto Sergio Magalhães e os vereadores Aspásia Camargo e Eliomar Coelho. Às 15 horas, no auditório do RDC (R. Marquês de S. Vicente, 225, Gávea).
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Em tempo: do debate de hoje à noite, no IAB, participam também os arquitetos Flavio Ferreira (UFRJ), Ricardo Villar e Washington Fajardo (Prefeitura).